o essencial

domingo, 30 de maio de 2010

[b]Lembrei de você!
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quinta-feira, 6 de maio de 2010

DA GENTE QUE EU GOSTO.


Eu gosto de gente que vibra, que não tem de ser empurrada, que não se tem de dizer que faça as coisas, mas que sabe o que tem que fazer e que faz. Gente que cultiva seus sonhos até que esses sonhos se apoderam de sua própria realidade.

Eu gosto de gente com capacidade para assumir as conseqüências de suas ações, de gente que arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, que se permite, abandona os conselhos sensatos deixando as soluções nas mãos de Deus.

Gosto de gente que é justa com sua gente e consigo mesma, da gente que agradece o novo dia, as coisas boas que existem em sua vida, que vive cada hora com bom animo dando o melhor de si, agradecido de estar vivo, de poder distribuir sorrisos, de oferecer suas mãos e ajudar generosamente sem esperar nada em troca.

Eu gosto de gente capaz de me criticar construtivamente e de frente, mas sem me lastimar ou me ferir. De gente que tem tato.

Gosto de gente que possui sentido de justiça.

A estes chamo de meus amigos.

Gosto de gente que sabe a importância da alegria e a pratica.

De gente que por meio de piadas nos ensina a conceber a vida com humor.

De gente que nunca deixa de ser animada.

Gosto de gente que nos contagia com sua energia.

Gosto de gente sincera e franca, capaz de se opor com argumentos razoáveis a qualquer decisão.

Gosto de gente fiel e persistente, que não descansa quando se trata de alcançar objetivos e idéias.

Me encanta gente de critério, que não se envergonha em reconhecer que se equivocou ou que não sabe algo.

De gente que, ao aceitar seus erros, se esforça genuinamente por não voltar a cometê-los.

De gente que luta contra adversidades. Gosto de gente que busca soluções.

Gosto de gente que pensa e medita internamente. De gente que valoriza seus semelhantes, não por um estereótipo social, nem como se apresentam.

De gente que não julga, nem deixa que outros julguem.

Gosta de gente que tem personalidade.

Me encanta gente que é capaz de entender que o maior erro do ser humano é tentar arrancar da cabeça aquilo que não sai do coração.



A sensibilidade, a coragem, a solidariedade, a bondade, o respeito, a tranqüilidade, os valores, a alegria, a humildade, a fé, a felicidade, o tato, a confiança, a esperança, o agradecimento, a sabedoria, os sonhos, o arrependimento, e o amor para com os demais e consigo próprio são coisas fundamentais para se chamar GENTE.

Com gente como essa, me comprometo, para o que seja, pelo resto de minha vida... já que, por tê-los junto de mim, me dou por bem retribuído.

OBRIGADO POR SER PARTE DESSA GENTE !

Impossível ganhar sem saber perder.

Impossível andar sem saber cair.

Impossível acertar sem saber errar.

Impossível viver sem saber reviver.

A glória não consiste em não cair nunca, mas em levantar-se todas as vezes que seja necessário.

E ISSO É ALGO QUE MUITO POUCA GENTE TEM O PRIVILEGIO DE PODER EXPERIMENTAR.

Bem aventurados aqueles que já conseguiram receber com a mesma naturalidade o ganhar e o perder, o acerto e o erro, o triunfo e a derrota...


Mario Benedetti

terça-feira, 12 de janeiro de 2010




De repente, num instante fugaz, os fogos de artifício anunciam que o ano novo está presente e o ano velho ficou para trás.
De repente, num instante fugaz, as taças de champagne se cruzam e o vinho francês borbulhante anuncia que o ano velho se foi e ano novo chegou.
De repente, os olhos se cruzam, as mãos se entrelaçam e os seres humanos, num abraço caloroso, num so pensamento, exprimem um só desejo e uma só aspiração: paz e amor.
De repente, não importa a nação, não importa a língua, não importa a cor, não importa a origem, porque todos são humanos e descendentes de um só Pai, os homens lembram-se apenas de um só verbo: amar.
De repente, sem mágoa, sem rancor, sem ódio, os homens cantam uma só canção, um só hino: o hino da liberdade.
De repente, os homens esquecem o passado, lembram-se do futuro venturoso, de como é bom viver.

FELIZ ANO NOVO !

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Esta é da minha infância...




MEUS OITO ANOS

Casimiro de Abreu


Oh que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida

Que os anos não trazem mais

Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,

A sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais.

Como são belos os dias
Do despontar da existência

Respira a alma inocência,
Como perfume a flor;

O mar é lago sereno,

O céu um manto azulado,
O mundo um sonho dourado,

A vida um hino de amor !

Que auroras, que sol, que vida

Que noites de melodia,
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar


O céu bordado de estrelas,

A terra de aromas cheia,

As ondas beijando a areia

E a lua beijando o mar !

Oh dias de minha infância,

Oh meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã


Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delicias

De minha mãe as carícias
E beijos de minha, irmã !


Livre filho das montanhas,

Eu ia bem satisfeito,

Pés descalços, braços nus,

Correndo pelas campinas

A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras

Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,

Trepava a tirar as mangas

Brincava beira do mar!

Rezava as Ave Marias,

Achava o céu sempre lindo

Adormecia sorrindo

E despertava a cantar !

Oh que saudades que tenho

Da aurora da minha vida

Da, minha infância querida

Que os anos não trazem mais


Que amor, que sonhos, que flores,

Naquelas tardes fagueiras,
A sombra das bananeiras,

Debaixo dos laranjais!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009



Saber Viver
Não sei... Se a vida é curta Ou longa demais pra nós, Mas sei que nada do que vivemos Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: Colo que acolhe, Braço que envolve, Palavra que conforta, Silêncio que respeita, Alegria que contagia, Lágrima que corre, Olhar que acaricia, Desejo que sacia, Amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, É o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela Não seja nem curta, Nem longa demais, Mas que seja intensa, Verdadeira, pura... Enquanto durar. (CoraCoralina)






“Os primeiros amores, a lembrança do primeiro beijo;
Por um breve instante voltar a ser criança, maravilhada como tudo que é novo
Histórias que não se apagam, registradas na alma, como páginas de um diário.
Que somente nós podemos ler...

Pelos movimentos da dança, se comunicam os seres humanos.
No ritmo sensual que envolve o corpo.
Uma música exótica hipnotiza nossos sentidos.
Somos capturados por uma magia e nada se pode fazer
Pois já somos escravos antes de saber...

A aventura de explorar novos terrenos,
Nas curvas e trilhas de teu corpo fazer um safári,
Selvagem e primitivo, calor que faz transpirar,
O suor pelo rosto, desliza no corpo.
Uma febre ou um delírio, jamais se esquece.
O toque da pele, do instinto e do cheiro...

O vapor traz os mistérios das silhuetas,
O clima etéreo dos mundos onde passeia o espírito.
O ar quente que embaça os vidros, envolvendo em nuvens os ambientes,
Desenha em nossa imaginação, todas as cores e gestos,
Deixando os espelhos sem reflexo,
Às vezes, é necessário se perder, para poder se encontrar...

Brincadeira de amor, só entende quem namora...
Para explicar o amor, mil filósofos não bastam;
Para o verdadeiro amante, o entanto,
Um simples sorriso ou olhar o faz compreender tudo.
Ele é capaz de perder um coração cada dia,
Para a cada noite, reencontra-lo...

Tudo se transforma na natureza...
O dia em noite, a nuvem em chuva, o beijo em união...
Como na metamorfose da borboleta, a dança dos momentos não se prende ao tempo.
Podemos ser o que sonhamos, ou será que já somos e apenas sonhamos?

Quando a noite chega, a janela entreaberta deixa o sussurro do vento.
Acariciar as cortinas. No céu estrelado, junto a varanda de um palácio,
A noite traz um misterioso amante em seu cavalo alado.
Familiar e ao mesmo tempo desconhecido, como uma foz longuinqua que deixamos de ouvir.
Será que existe ou somos nós que criamos?

(...)

Desvendar segredos, conhecer a fundo os mistérios do ser amado, não é para todo mundo.
Qualquer um que percorra este caminho deve saber que também seus segredos mais íntimos serão revelados. A porta que se abre, o faz nos dois sentidos...
Neste sutil espaço é onde se encontra a chave.
Quem sai, também permite que alguém possa entrar...”
Do álbum Art of Seduction de Corciolli